Canaã dos Carajás, PA – A primeira noite do Concurso Nacional de Quadrilhas Juninas em Canaã dos Carajás transformou o quadrilhodrómo em um palco vibrante, recebendo grupos de oito estados e encantando o público presente e os espectadores digitais. A iniciativa, fruto de uma parceria entre a Prefeitura Municipal de Canaã dos Carajás e a Confederação Brasileira de Entidades de Quadrilhas Juninas (Confebraq), marcou o início de uma celebração que exalta a cultura junina nacional.

Quadrilhas do Amapá, Distrito Federal, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Piauí e Sergipe trouxeram suas coreografias elaboradas e narrativas envolventes para a arena. A transmissão ao vivo do evento quebrou recordes de visualizações e está disponível no YouTube para quem quiser reviver os momentos. A noite de festa foi encerrada com chave de ouro pelo cantor e compositor alagoano Mano Walter, que agitou o público com o melhor da música sertaneja.

Destaques da Primeira Noite

A emoção tomou conta quando a quadrilheira Fabiana Ricci, do Pará, fez sua última apresentação no grupo. “Não tenho palavras para descrever o sentimento que é fazer parte de uma quadrilha junina. E esse ano foi muito especial, pois conseguimos muito reconhecimento com primeiras colocações em diversos concursos”, revelou Fabiana, visivelmente emocionada.

Do Piauí, a quadrilha apresentou a vibrante cultura do Bumba Meu Boi com o espetáculo “Promessa para São João”. A Rainha Junina, Jeciane Sousa, roubou a cena com sua performance, que celebrou e buscou resgatar essa manifestação histórica. “Nossa proposta é valorizar e lembrar a celebração do bumba meu boi, uma manifestação histórica que está se perdendo e merece ganhar mais destaque no nosso país”, concluiu Jeciane.

Representando Minas Gerais, a quadrilha “Um vôo sobre o sertão: eles passarão, eu passarinho” esbanjou simpatia e tradição caipira. A noiva, Kenia Vianna, elogiou a organização: “Canaã dos Carajás está de parabéns por toda infraestrutura, uma cidade linda que nos acolheu. Nos sentimos em casa e pudemos contar nossa história”.

Diretamente do Amapá, o grupo “Isso é o Amapá: Minha Identidade, meu orgulho, meu lugar” levou ao palco um show eletrizante, narrando a lenda da cobra Sofia, a locomotiva, a feira livre e outros elementos marcantes da região. “É uma honra representarmos nosso estado e levar o Amapá e seus 16 municípios para o quadrilhodrómo. Foi tudo muito lindo e gratificante”, garantiu um dos representantes do grupo.

Com o Nordeste pulsando no peito, a quadrilha de Campina Grande, Paraíba, apresentou “Sob a Luz do Nosso Olhar”. O marcador Marcelo Jr. afirmou a plenos pulmões: “o Nordeste não precisa ser entendido, precisa ser sentido”. A performance valorizou a identidade dos nove estados nordestinos e contou com uma banda ao vivo, elevando a temperatura na arena.

Do Maranhão, vestidos em tons de amarelo e laranja, a quadrilha “Bastardos” contou uma história de luta e voz para o povo. O marcador Roseno Neto destacou: “Nós sabemos como nosso povo precisa de voz. Além de brincar, falamos de luta. Sensação de dever cumprido”.

O Distrito Federal homenageou Olinda, Pernambuco, com a apresentação “Ao seu encontro, Ô Linda encanta”. O marcador Waguingo ressaltou a influência pernambucana na quadrilha e elogiou o fomento à cultura em Canaã: “que outros municípios tomem essa iniciativa como exemplo”, concluiu.

Vindo do Sergipe, após 48 horas de viagem, o grupo “Uma promessa para meio santo” não sentiu o cansaço e proporcionou um espetáculo grandioso, com banda ao vivo, mostrando a história de Rosa Morena.

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